Ano de 1904 na Cidade do Rio de Janeiro, capital da República do Brasil. A varíola leva a um elevado número internações no Hospital São Sebastião. Nas ruas da cidade, o lixo amontoado, a falta de saneamento, permitem que doenças como a peste bubônica e febre amarela dizimem uma parcela considerável da população. Medidas sanitárias austeras precisam ser tomadas. Uma opção encontrada pelo governo de Rodrigues Alves para diminuir a população de ratos nas ruas é pagar um valor para cada morador que entregar um rato morto. Mas isso permite que uma outra espécie de roedor venha a surgir: o ser humano com sua antiga mania de tentar tirar vantagem em tudo (desde sempre um traço característico que "co-rói" as qualidades morais do homem). Para a surpresa, a própria população passa a criar ratos, afim de "ganhar" em cima do governo. Em novembro do mesmo ano é aprovada a lei de vacinação compulsória contra a varíola e, num cenário onde a maior parte da população é des...