Aí disseram algo. Aí eu parei só para ouvir. Não respondi. Só pensei. Aí foi que eu escutei. Aí me encuquei, me encasquetei: “Aí? Que negócio é esse aí que esse moço tá falano?” Aí vi que o moço não falava, só dizia. Coisas soltas, Era o que ele dizia. “Mas é interessante esse negócio aí que ele diz…” Aí, sobre aqueles dizeres, tudo, refleti. “Ai que aquele moço dizia bonito por demais da conta...” É um doutor! Um ser hiperbólico, de certo! Aí foi um monte de palavras pra lá, Aí mais um outro monte de verbu pra cá, Aí de repente as ideia Meio que assim, do nada, transitarum. Feito dois vaga-lume no escuro do mato. Transitarum. Aí eu ri. Eu não entendi nem porque ri, mas eu ri. Aí deu um estalo, um estampido Lá dentro do fundo da cachola. Aí decidi. Fui lá naquele prédio bonito e vistoso, a Escola. Tinha que estudar! Aí estudei. Uns ano lá, estudei. Li um tal de Kant e Freud. Aí, iihh não entendi nada… “Que negócio é esse que esse moço diz?”. Aí a cacho...