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Mostrando postagens de novembro, 2020

Ignoranci...

          Aí disseram algo. Aí eu parei só para ouvir. Não respondi. Só pensei. Aí foi que eu escutei. Aí me encuquei, me encasquetei: “Aí? Que negócio é esse aí que esse moço tá falano?” Aí vi que o moço não falava, só dizia. Coisas soltas, Era o que ele dizia. “Mas é interessante esse negócio aí que ele diz…” Aí, sobre aqueles dizeres, tudo, refleti. “Ai que aquele moço dizia bonito por demais da conta...” É um doutor! Um ser hiperbólico, de certo! Aí foi um monte de palavras pra lá, Aí mais um outro monte de verbu pra cá, Aí de repente as ideia Meio que assim, do nada, transitarum. Feito dois vaga-lume no escuro do mato. Transitarum. Aí eu ri. Eu não entendi nem porque ri, mas eu ri. Aí deu um estalo, um estampido Lá dentro do fundo da cachola. Aí decidi. Fui lá naquele prédio bonito e vistoso, a Escola. Tinha que estudar! Aí estudei. Uns ano lá, estudei. Li um tal de Kant e Freud. Aí, iihh não entendi nada… “Que negócio é esse que esse moço diz?”. Aí a cacho...

τίποτά / Típota

                                                                                        Tive de tudo e descobri que desse tudo, o que valeu mesmo foi o nada.   Lutei de muito. E para agradar a todos Fiz do meu todo, Um possível de tudo. Mas o que me valeu mesmo foi o nada.   O nada foi que me ensinou Muito mais do que o tudo. O que é ser nada no meio de tudo isso aí. O tudo é muito barulho, é ruído. O nada é o silêncio que paira. O tudo sabe que é tudo, é cheio. O nada, nada sabe   e por isso mesmo tende a ser tudo. O tudo de hoje, com certeza, é o nada de ontem. E o tudo, em tudo se acha... Se acha que é tudo, mas se ficar sozinho... É nada ou “quase tudo”.   Ser tudo no nada é fácil, Mas já pensou...