Ano de 1904 na Cidade do Rio de Janeiro, capital da República do Brasil. A varíola leva a um elevado número internações no Hospital São Sebastião. Nas ruas da cidade, o lixo amontoado, a falta de saneamento, permitem que doenças como a peste bubônica e febre amarela dizimem uma parcela considerável da população. Medidas sanitárias austeras precisam ser tomadas. Uma opção encontrada pelo governo de Rodrigues Alves para diminuir a população de ratos nas ruas é pagar um valor para cada morador que entregar um rato morto. Mas isso permite que uma outra espécie de roedor venha a surgir: o ser humano com sua antiga mania de tentar tirar vantagem em tudo (desde sempre um traço característico que "co-rói" as qualidades morais do homem). Para a surpresa, a própria população passa a criar ratos, afim de "ganhar" em cima do governo. Em novembro do mesmo ano é aprovada a lei de vacinação compulsória contra a varíola e, num cenário onde a maior parte da população é des...
Aí disseram algo. Aí eu parei só para ouvir. Não respondi. Só pensei. Aí foi que eu escutei. Aí me encuquei, me encasquetei: “Aí? Que negócio é esse aí que esse moço tá falano?” Aí vi que o moço não falava, só dizia. Coisas soltas, Era o que ele dizia. “Mas é interessante esse negócio aí que ele diz…” Aí, sobre aqueles dizeres, tudo, refleti. “Ai que aquele moço dizia bonito por demais da conta...” É um doutor! Um ser hiperbólico, de certo! Aí foi um monte de palavras pra lá, Aí mais um outro monte de verbu pra cá, Aí de repente as ideia Meio que assim, do nada, transitarum. Feito dois vaga-lume no escuro do mato. Transitarum. Aí eu ri. Eu não entendi nem porque ri, mas eu ri. Aí deu um estalo, um estampido Lá dentro do fundo da cachola. Aí decidi. Fui lá naquele prédio bonito e vistoso, a Escola. Tinha que estudar! Aí estudei. Uns ano lá, estudei. Li um tal de Kant e Freud. Aí, iihh não entendi nada… “Que negócio é esse que esse moço diz?”. Aí a cacho...